Envolver-se com a arte – seja através da música, da pintura, da dança ou de outras formas criativas – não é apenas agradável; comprovadamente melhora a saúde mental e física. A ligação entre expressão artística e bem-estar é cada vez mais apoiada por evidências neurocientíficas, desafiando o foco convencional apenas na dieta e no exercício. É por isso que Women’s Health e Men’s Health estão fazendo parceria com o Lincoln Center for the Performing Arts para sediar o Heartbeat Summit inaugural em 21 de fevereiro de 2026.
Como a arte reconfigura seu cérebro e corpo
A atividade artística ativa redes neurais complexas responsáveis pela atenção, controle emocional, memória, habilidades motoras e autoconsciência. AZA Allsop, neurocientista e psiquiatra, explica que o envolvimento criativo altera o sistema nervoso autônomo, reduzindo as respostas ao estresse e aumentando o relaxamento. Os mecanismos exatos ainda estão sendo estudados, mas descobertas preliminares sugerem que a prática criativa consistente pode reduzir os hormônios do estresse e melhorar a estabilidade emocional.
A música é particularmente potente, estimulando múltiplas regiões cerebrais simultaneamente. Envolve o córtex auditivo, centros emocionais, áreas de formação de memória, regiões de controle motor e vias de dopamina. Melodias e harmonias impactam o humor, enquanto o ritmo sincroniza com processos fisiológicos como frequência cardíaca e respiração. Isso explica por que a música pode alterar rapidamente as emoções, o foco e o estado de alerta.
The Heartbeat Summit: unindo arte e bem-estar
O Heartbeat Summit na cidade de Nova York (21 de fevereiro, das 13h às 17h) mostrará essa interseção entre arte e ciência. O evento apresenta sessões interativas lideradas por especialistas, incluindo uma aula de Pilates com Kerry Shea (School of American Ballet), uma discussão sobre o papel da música na construção de comunidades com DJ Gia Fu e Dra. Elizabeth Margulis, e um workshop de bateria liderado por Omny Taiko.
Allsop conectará as atividades artísticas aos seus efeitos neurológicos, enfatizando que as respostas à música e aos ambientes criativos são processos biológicos mensuráveis, e não simplesmente sentimentos subjetivos. O objetivo é capacitar os participantes com o conhecimento para usar a arte como uma ferramenta consciente para o bem-estar.
Por que isso é importante
Num mundo cada vez mais isolado, é fundamental reconhecer as artes como essenciais para a saúde. Shanta Thake, Diretora Artística do Lincoln Center, argumenta que eventos como o Heartbeat Summit fornecem ferramentas para as pessoas defenderem as artes como um componente vital de uma vida saudável. Arte não é um luxo; é uma necessidade humana fundamental com benefícios biológicos claros.
A cimeira é um passo no sentido da integração de práticas criativas nas principais conversas sobre saúde, reconhecendo que uma abordagem holística ao bem-estar deve incluir o poder transformador da arte.







